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Terça-Feira, 2 de Setembro de 2014
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RS: Técnicos em enfermagem do Hospital São Vicente de Paulo entram em greve nesta sexta (24)
RS: Técnicos em enfermagem do Hospital São Vicente de Paulo entram em greve nesta sexta (24)

Os técnicos em enfermagem do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), o maior Hospital de Passo Fundo (RS) e uma referência na região Sul do País, farão assembleia nesta quinta-feira (23) para decidir os detalhes da greve da categoria, marcada para esta sexta-feira (24). Na tarde desta terça-feira (21), os profissionais fizeram uma mobilização no Hospital.

Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 25% e não aceitam a proposta feita pela direção do Hospital nesta segunda-feira (20), de 8,35%. O aumento é considerado pela categoria como sua principal pauta, seguido pela diminuição da carga horária de trabalho; Plano de Saúde; adicional insalubridade sobre salário-base e vale-alimentação.

“Nunca tivemos uma união tão forte dos técnicos de enfermagem para realizar uma greve”, afirma Terezinha Perissinotto, presidenta do Sindisaude de Passo Fundo. “Os trabalhadores paralisaram das 7h até as 15h30, hoje [22]. Atenderam emergências e trabalharam, mas diminuíram o ritmo. Ontem [21], fizeram uma caminhada dentro do hospital, para mostrar a mobilização”.

Hospital é reconhecido, os trabalhadores, não


“O Hospital é referência na região sul do País, recebe pacientes até de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Tem reconhecimento nacional. O que não está tendo reconhecimento é o trabalho da categoria”, afirma Terezinha.Os maiores afetados com a desvalorização dos técnicos, segundo a presidenta, são os usuários do sistema, já que a região conta com poucos especialistas e os que trabalham na área começam a escolher outras profissões.“Os trabalhadores querem que o salário chegue a R$1500 reais. Atualmente, é de R$1246. Com esse salário-base, os profissionais estão migrando para outras profissões. Tem funcionários que passaram a trabalhar como babá para ganhar R$1700 e de pedreiro para ganhar R$3000”, destaca a sindicalista.

Redução de jornada

Terezinha ainda destaca que os profissionais trabalham horas a mais do que seria ideal. “Todos os trabalhadores realizam plantão ou no sábado ou no domingo, toda semana”, afirma a presidenta. Atualmente os profissionais trabalham 42 horas semanais e a pauta construída pelo sindicato aponta para o cumprimento de uma jornada de trabalho de 36 horas semanais. “Estamos pedindo menos do que as 30 horas que seria o ideal, mas já melhoraria muito”.

Pressão e aguardo de resposta

A categoria denuncia intimidações aos funcionários. Segundo a dirigente, alguns profissionais relatam pressão para não aderirem a greve, sob pena de perder emprego. Para a presidenta, a resposta do Hospital deve ser clara e deve ser dada até esta quinta-feira (23) caso queiram evitar a greve. “Deixamos claro que até amanhã [23] queremos um retorno”, finaliza Pissolatto.



Fonte: Henri Chevalier/CUT Nacional - 24/01/2014
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